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Olá! Sou Chayanne Andrade, médica Especialista em Alergia e Imunologia, com experiência há mais de 15 anos. Costumo dizer que me realizo prestando assistência médica no consultório e criando artigos para poder lhe ajudar. Seja bem-vindo(a)!

Nem todo antialérgico é igual e isso faz diferença no seu tratamento.

Quando o nariz começa a escorrer, os olhos coçam e as placas vermelhas aparecem na pele, o que muita gente faz é correr à farmácia e “pedir um antialérgico”. Parece simples. Mas existe uma diferença importante — e pouco conhecida — entre os antialérgicos disponíveis hoje, e ela pode impactar diretamente a sua saúde, o seu sono e a sua concentração.

O que são os antialérgicos e como funcionam?

Os antialérgicos — técnicos chamados de anti-histamínicos — bloqueiam os receptores da histamina, substância liberada pelo sistema imunológico durante uma ocorrência alérgica e responsável pelos sintomas clássicos: episódios, espirros, olhos vermelhos, coriza e placas na pele.

O que diferencia as gerações não é o objetivo — ambos bloqueiam a histamina — mas onde envelhecem no organismo e quais efeitos causam além do surto da alergia.

Antialérgicos de primeira geração: eficazes, mas com um custo

Medicamentos como dexclorfeniramina (Polaramine), hidroxizina (Hixizine) e bromofeniramina (Histamin) foram, durante décadas, uma grande ferramenta contra rinite, urticária e dermatites. O problema é como chegam ao cérebro.

Esses medicamentos atravessam com facilidade a barreira hematoencefálica — o filtro que separa a circulação sanguínea do sistema nervoso central. Uma vez lá, não agem apenas nos receptores da alergia: bloqueiam também outros receptores, gerando efeitos que vão muito além do combate à alergia

O uso prolongado pode levar a uma dependência física do descongestionante nasal. 

Isso significa que você pode sentir que não consegue respirar normalmente sem usá-lo. Essa dependência não apenas é inconveniente mas também pode levar a danos nas paredes nasais e piorar os problemas respiratórios a longo prazo.

Efeitos colaterais documentados

  • Sonolência intensa, que pode persistir no dia seguinte;
  • Comprometimento de memória, atenção e tempo de ocorrência; 
  • Em crianças, uso prolongado associado ao prejuízo no rendimento escolar, irritabilidade;
  • Em idosos, risco de quedas e confusão mental — tanto que constam numa referência internacional de medicamentos inapropriados para maiores de 65 anos;
  • Efeitos anticolinérgicos: boca seca, retenção urinária, constipação, palpitações;
  • Aumento do apetite com uso contínuo

Um dado que poucos conhecemos: pesquisas  mostram que o comprometimento cognitivo causado por esses medicamentos é comparado ao de uma pessoa com 0,1 g/dL de álcool no sangue — acima do limite legal no Brasil.

Por serem vendidos sem receita, muitos pacientes usam de forma contínua e sem acompanhamento. As principais diretrizes internacionais — WAO , AAAAI e ARIA — desaconselham explicitamente esse uso prolongado.

Antialérgicos de segunda geração: mais segurança, mesma eficácia

Medicamentos como loratadina, cetirizina, desloratadina, fexofenadina e bilastina foram desenvolvidos para manter a eficácia no bloqueio da histamina sem atingir o sistema nervoso central de forma significativa. O resultado é alívio real dos sintomas — sem sedação, sem comprometimento cognitivo e com perfil seguro para uso prolongado sob orientação médica.

As principais diretrizes internacionais recomendam como opção para as principais condições alérgicas. Cada um tem características próprias — a escolha entre eles depende do perfil e do histórico de cada paciente, algo que o médico avalia na consulta.

Medicamentos como loratadina, cetirizina, desloratadina, fexofenadina e bilastina foram desenvolvidos para manter a eficácia no bloqueio da histamina sem atingir o sistema nervoso central de forma significativa. O resultado é alívio real dos sintomas — sem sedação, sem comprometimento cognitivo e com perfil seguro para uso prolongado sob orientação médica.

As principais diretrizes internacionais recomendam como opção para as principais condições alérgicas. Cada um tem características próprias — a escolha entre eles depende do perfil e do histórico de cada paciente, algo que o médico avalia na consulta.

Quando o antialérgico não é suficiente?

Os antialérgicos funcionam como medicações de crises na maioria dos quadros alérgicos. Com um tratamento individualizado, eles funcionam como medicação SOS, já que o objetivo é a prevenção e o controle dessas crises.

Por que a automedicação tem limites?

Mesmo os antialérgicos modernos, quando usados ​​sem diagnóstico, podem mascarar sintomas que precisam de investigação mais aprofundada, retardar o diagnóstico correto e impedir o acesso a tratamentos que iriam muito além do intervalo temporário — como uma imunoterapia.

Se você convive com alergias frequentes, o caminho mais seguro é buscar uma avaliação especializada. O tratamento certo é aquele que foi escolhido para você — com base no seu histórico e na melhor evidência científica disponível.

Dra. Chayanne Andrade — CRM SP 133673 | RQE 86705 Alergista e Imunologista

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